Aliados em uma grande missão para 2015: sua empresa

Aliados

De todas as previsões sobre gamificação que o Mario Herger fez para 2014, a que ficou mais evidente pra gente foi a liderança da área de recursos humanos nestas iniciativas.

Os profissionais desta área nos procuraram em todo o ano buscando na gamificação uma solução para resolver o engajamento de seus funcionários em suas empresas. Apesar de ser uma ótima ferramenta para ajudar na motivação, se a relação entre empresa e funcionário não estiver saudável e transparente, a gamificação pode até funcionar muito bem por algum tempo, mas vai ser mais uma peneira tentando tapar este sol…

Reid Hoffman é co-fundador do Linked In e escreveu um livro propondo uma mudança de visão neste relacionamento. The Alliance conta como esta relação entre empresa e funcionários saiu de estável e duradoura para uma relação de desconfiança mútua e extremamente sujeita a mudanças.

Hoje as empresas focam em resultados cada vez mais rápidos e acabam pressionando seus colaboradores com isso. Incentivam o funcionário a fazer “parte do time”, da “família” e na primeira meta que não é batida este mesmo funcionário é dispensado. A consequência óbvia é que reter talentos vira um problema sério. As pessoas parecem estar sempre procurando um emprego melhor, sem nenhum compromisso com a empresa em que trabalham e acabam saindo por diversas razões.

E como mudar isto? Reid propõe em seu livro mudar a fórmula deste contrato de trabalho e tratar os funcionários como grandes aliados em uma jornada buscando um objetivo claro, definido e realizável. Não soou como uma sinopse de game? 🙂

A gamificação é uma ferramenta de engajamento poderosa especialmente quando a relação entre empresa e funcionário é transparente e de respeito mútuo. É o caso da Algar Tech que utilizou a gamificação como potencializador do clima organizacional e da comunicação entre equipe. O resultado foi uma melhora nos indicadores da operação e que culminou em um prêmio nacional para a inovação de sua gestão.

Mudar a visão de “família” para aliados, estabelecer missões claras e palpáveis e evidenciar o ganho profissional ou material para estes aliados. Parece este ser um bom caminho para 2015 no mundo corporativo.

O que você acha? 😉