Como saber se é a hora de gamificar?

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Gamificação vem sendo apontada como uma buzzword e tendência para 2013. Apareceu tanto nos relatórios da Gartner como no relatório das 10 tendências para o mundo corporativo publicado pela PWC. E assim também gerou-se uma fase de conhecimento, sobre o que é a gamificação e como ela pode nos ajudar. Já falamos bastante sobre o que é a gamificação aqui no nosso blog, e também vale a pena falar um pouco sobre o momento certo para investigar uma possível abordagem de gamificação para o seu negócio. Focaremos o debate no âmbito corporativo.

Em primeiro lugar, vamos deixar claro que a gamificação não vai solucionar todos os problemas de engajamento que encontramos nas empresas. Nesta semana o pessoal do Stack Overflow publicou uma nota bem interessante que conta a trajetória de sucesso do fórum, inclusive mencionando a experiência positiva que eles tiveram com a gamificação. E o aprendizado deles é algo muito valioso e devemos ter em mente quando pensamos em gamificar:

Na história do mundo, a gamificação nunca fez com que uma pessoa fizesse algo que ela basicamente já não quisesse fazer

 

Querer fazer é o fundamental. É a atitude que complementa o conhecimento (ter o saber) e as habilidades (saber fazer) rumo a eficiência operacional. A gamificação vem para nos motivar e recompensar justamente com a finalidade de estimular o querer fazer.

Mas já precisamos querer fazer. E para isto precisamos ter pista limpa para que a gamificação aterrisse com eficiência dentro da estratégia maior da empresa. Em outras palavras, se houverem problemas mais elementares na sua empresa, como salários não competitivos ou um ambiente de trabalho que não é saudável, a gamificação falhará miseravelmente. Imaginem você, com todas as recompensas possíveis no seu perfil gamificado, e quando você pede um dia de folga para o seu chefe isto lhe é negado. Toda a dinâmica gamificada soará como outra grande hipocrisia dentro da empresa.

Importante ainda mencionar que nem sempre o “não querer fazer” está diretamente ligado a estes problemas mais básicos. Muitas das vezes apenas não queremos fazer simplesmente porque é chato! Adoraríamos poder contar um pouco mais sobre o nosso colega de trabalho ou o clima na empresa, mas quando isto vem na forma de um questionário de 50 perguntas onde eu preciso me lembrar de tudo o que aconteceu nos últimos seis meses já era, a motivação evapora. E no final das contas não deixa de ser um empecilho ao “querer fazer”. Certamente aqui a gamificação é uma arma poderosíssima a ser utilizada na gestão de pessoas.

Fica então o exercício. Quais são as coisas que desmotivam as pessoas na minha empresa e em qual das duas categorias acima elas se encaixam? Certamente então já saberá se é a hora de gamificar ou não.