Completar ou competir?

nike_plus

Estou ministrando a disciplina de gamificação na pós graduação em Marketing Digital do Iladec e na última aula surgiu um ponto sobre motivação que me lembrou um artigo do Gal Rimon, CEO Gameffective, no eLearning Industry.

Enquanto estávamos discutindo o case clássico do Nike Plus e seu FuelBand, conversando sobre como a gamificação pode engajar e utilizar uma motivação intrínseca de seus consumidores o José Vasques (que é um corredor frequente) levantou um ponto interessante: os atletas mais experientes estão saindo do Nike Plus e trocando por outras soluções mais precisas e completas (!). Confesso que foi a primeira vez que ouvi algo do tipo, mas faz todo o sentido quando analisamos a estratégia de gamificação da Nike, principalmente no aplicativo.

Existe um sentimento de “chegar lá”, de atingir um objetivo e de preenchimento quando realizamos uma meta pessoal e que é bem diferente de quem já a realizou e agora persegue a melhora desse resultado, a quebra do recorde, o sentimento de ficar cada vez melhor nisto.

A motivação continua sendo intrínseca, a atividade continua sendo a mesma e o prazer é bem parecido. Mas o que desperta a motivação para “completar” é bem diferente do que desperta a vontade de “vencer”. No segundo, um leaderboard é um dos principais elementos de feedback onde o usuário pode comparar seu resultado com ele próprio e/ou com outros jogadores para continuar sua jornada, enquanto que no primeiro a meta – um badge – é muitas vezes mais importante do que o próprio tempo do treino.

A Nike então falhou em sua estratégia? Com mais de 30 milhões de usuários do FuelBand e cada vez mais investindo nisso eu duvido.

O que fica claro é que precisamos ter dinâmicas que atendam a maioria do seu público e por isso é muito importante conhecer em detalhes o que motiva, quais são seus hábitos e onde isso se encaixa com os objetivos da estratégia.

E você tem o FuelBand? Conta pra gente o que te motiva a continuar usando! 🙂