Discutindo a “gamificação”

O clima amanheceu turbulento ontem no território do passarinho azul de dois grandes nomes no tema de gamificação na atualidade. Ou quase.

Embora o tempo costume curar as dores, Gabe Zichermann e Jane MacGonigal parecem não ter superado o rancor e estenderam a discussão até hoje ainda:

Tudo começou com uma alfinetada nem-tão-amigável do Gabe quanto à inconsistência da game designer em rejeitar essa g-word. Para Gabe, os próprios valores que Jane prega são totalmente compatíveis com o ideário de um projeto gamificado. I have never claimed to be in gamification business myself, retrucou ela.

Ora, a discussão sobre o uso do termo (ou o termo de uso) é mesmo relevante? Esse estigma sobre o termo, se tal ideia é tageada com #gamification ou não, é completamente superficial. O que se constrói a partir do design voltado ao comportamento humano, que formula objetivos, regras e recompensas com o intuito de tornar a experiência do jogador mais divertida e por isso engajá-lo é o que realmente deveria importar.

Do contrário, qualquer falha em um projeto gamificado ~ que venha a culminar em um sólido fracasso ~ jamais terá sido um simples resultado da hashtag escolhida.