É superefetivo! Estratégias diferentes para alunos diferentes

supereffective

Quer engajar seus alunos em sala de aula? E quem é que não quer? Ao longo dos anos esta certamente tem se tornado uma das maiores aspirações entre os professores: como fazer com que os alunos aprendam e se instiguem pelos estudos se o interesse deles aparenta caminhar na vertente oposta?

Não é nenhuma surpresa dizer que cada indivíduo tem suas características de personalidade, comportamento, aprendizado, etc. O que, aplicado à nossa discussão, significa não somente que cada professor tem seu modo de ensinar, mas que cada aluno possui vias através das quais o aprendizado flui melhor.

Em favor dessa melhor fluidez de aprendizado bastaria, portanto, que o professor oferecesse diferentes abordagens, baseadas nas necessidades específicas de cada aluno, para que este respondesse positivamente em sala de aula, nas atividades, e até nas avaliações.

Sabemos, no entanto, que a realidade não favorece essa estratégia. Com um grande número de alunos por sala, várias turmas, grande quantidade de aulas semanais e com pouco tempo para preparar tanto conteúdo, fica praticamente impossível, se não frustrante, para um professor enfrentar esse grande desafio.

Através da gamificação, fundindo a situação de sala de aula com a do jogo, seria então possível identificar os tipos de alunos e formular abordagens mais efetivas (e, inclusive, mais divertidas) para cada um deles? A resposta é sim!

No game design é absolutamente necessário saber quem são os jogadores para os quais se está desenvolvendo o jogo, quais são suas necessidades e como fazê-los se divertirem e se engajarem enquanto estão jogando. Para isso, são utilizadas ferramentas como a teoria de Bartle, uma tipologia de jogadores que facilita na criação de elementos de jogo adequados para cada um dos tipos de jogadores.

Além da teoria de Bartle, há outras ferramentas que poderiam ser utilizadas nesse processo de otimização da sala de aula, como a tipologia junguiana Myers- Briggs (ver aqui os benefícios de se utilizar a tipologia em situações de educação).

Professores e desenvolvedores devem se unir em prol da criação de alternativas de ensino, a fim de alcançar estratégias específicas que atendam às necessidades dos diferentes tipos de alunos, ou melhor dizendo, indivíduos.