Gerentes Zumbi – O Início

Este post faz parte da nossa série “Os gerentes zumbi”. Confira os outros episódios e envie a sua história!

Atendendo a pedidos e depois do sucesso do post onde demos a primeira introdução aos gerentes-zumbi, começaremos uma saga contando histórias dos diversos gestores espalhados por aí, contaminados por uma forma de vírus extremamente nociva para a humanidade.

chefe-zumbiO vírus LJP já estava lá. Nunca havia nos incomodado até recentemente. Mas a nova geração entrou em contato com o vírus e descobriu-se que não estava imune. O elemento chave da resistência,  da família da resiliencias tolerantes, não fora transportado geneticamente dos pais para os filhos nascidos após a década de 80. Catastrófico!

Agora toda essa geração está ameaçada pela presença do vírus LJP… nos seus superiores. O vírus paralisa toda a inteligência emocional do indivíduo, deixando-o apenas com os instintos primários em funcionamento. Deixa-o inferior a um pastor-alemão bem treinado da polícia aeroportuária. Criando uma total inabilidade para lidar com essa nova geração.

Sua primeira manifestação foi descrita em 1969 por Laurence Johnson Peter,  ainda em uma forma enfraquecida se comparada à versão atual do vírus, após diversas mutações. Por conta dessa descoberta de Peter, o vírus foi batizado de LJP.  Ainda que antigo, o estudo merece nossa atenção até hoje.

Mas vamos contar mais sobre os estudos recentes deste vírus em alguma outra ocasião. Aqui contaremos “causos” para que você identifique gestores zumbis próximos a você e isso o ajude na resistência. Ou tolerância.

E o primeiro sinal clássico da ação do vírus é o do feedback semestral (ou trimestral, ou anual). O gestor-zumbi se aproximou de Cláudio, um funcionário exemplar e atuante na primeira divisão do FIFA13:

 Cláudio, daqui seis meses nós vamos coletar o feedback de alguns dos seus pares e vamos avaliar a sua performance.

 

Cláudio era desenvolvedor de software, adaptado ao Agile, havia sido o funcionário que mais queimava atividades no seu projeto. O burndown chart indicava isso claramente. Mas o gráfico mostrava um desempenho mediano, pois outros colegas de equipe nem faziam força para atrasar suas atividades. Então, quando o seu gestor-zumbi lhe contou sobre o sistema de avaliação da empresa, Cláudio teve um pico de cortisol injetado em seu sangue. Bateu um desespero. E logo em seguida a adrenalina começou também a aparecer no seu organismo – pausa para uma outra descoberta interessante:

As glândulas supra-renais da nova geração entram em ação assim que são colocadas em contato com alguma bobagem que os gerentes zumbis falam. Ótimo,  assim preparam o organismo para a defesa.

E Cláudio pediu demissão cinco semanas depois e não teve a oportunidade de experimentar o sistema de avaliação de performance da empresa. Ainda assustado, trabalha hoje como freela para evitar o contato com esses zumbis. Ganha até mais do que na Corporate Zombieland Inc. Pratica atividades físicas agora, como uma corrida diária utilizando a aplicação gamificada Zombies, Run!, só por precaução. E continua imbatível no FIFA (provavelmente irá nos representar na final em Madrid neste ano).

Apesar de estar se alastrando, acreditamos que a cura existe para o vírus LJP. Por isso é preciso identificá-los e combatê-los!

Você tem um “causo” desses? Envie sua história e teremos o prazer de recontá-la por aí.